08/06/2017

Testemunhas da Odebrecht negam pagamento de propina a Lula por meio de imóvel

Só mesmo presos em regime de prisão preventiva, alguns depois de serem condenados a prisão perpétua como forma de tortura, acusam Lula, isso porque se não for assim não recebem os milhões de premios da Lava Jato, nem saem da masmorro do Moro e muito menos podem desfrutar dos produtos do furto

Quando o depoimento é feito por testemunhas livres de interesses partidários e que não estão em situação de tortura, inocentam Lula...não nos esqueçamos de que pelo menos 67 testemunhas inocentaram Lula no caso do "triplex" do Guarujá...interessante se notar que também JK foi acusado de ter triplex e de ser corrupto, e hoje se sabe que tais acusações falsas eram uma forma de eliminá-lo das eleições que em ocorreriam em 1965...como ele era inocente, tal como o é Lula, as eleições foram suspensas e o golpe foi aprofundado com efetivação de Castelo Branco por eleição indireta, AI-5...



Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Testemunhas da Odebrecht ouvidas pelo juiz Sergio Moro na terça (7) negaram que a compra de um imóvel para o Instituto Lula pela empreiteira tenha ocorrido com dinheiro de propina e também confirmaram que o ex-presidente nunca utilizou o espaço, derrubando a tese da Lava Jato de que este é mais um caso de favorecimento indevido a Lula. É o que aponta nota assinada pelo advogado Cristiano Zanin à imprensa.
 
De acordo com Zanin, Rogério Araújo, um dos responsável por operacionalizar pagamentos de propina da Odebrecht a agentes políticos, negou ter conhecimento de que a compra do imóvel na rua Haderbeck Brandão, em São Paulo, seria um acerto de contas entre a empresa e o PT.
 
Já Hilberto Mascarenhas [foto] "afastou a utilização de recursos de propina na compra do imóvel que a acusação entende que seria destinado ao Instituto Lula".
 
Ao juiz Sergio Moro, Marcelo Odebrecht disse que comprou o imóvel com parte dos R$ 40 milhões que injetou em um caixa virtual que atribuiu ao uso de Lula. O valor estimado era de R$ 13 milhões. Como o Instituto Lula não aceitou a proposta, a empresa revendeu e devolveu os recursos ao caixa.
 
Abaixo, a nota da defesa de Lula na íntegra:
 
Os depoimentos hoje (07/06) ao Juízo da 13ª Vara Federal Criminal de
Curitiba dos ex-executivos da Odebrecht e colaboradores do Ministério
Público Federal, Hilberto Mascarenhas, Márcio Farias e Rogério
Araújo provaram os argumentos da defesa do ex-Presidente Lula no caso
da rua Haberbeck Brandão. O Instituto Lula nunca teve a posse ou
propriedade do imóvel.
 
 Responsável por coordenar os pagamentos do setor de operações
estruturadas, o depoimento de Mascarenhas refuta o eixo central da
denúncia ao descartar a possibilidade de que alguém possa receber
propina por meio da propriedade de um imóvel. Ele afastou a
utilização de recursos de propina na compra do imóvel que a
acusação entende que seria destinado ao Instituto Lula, como quer
fazer crer o MPF.
 
 Rogério Araújo, que disse ter envolvimento com a negociação de
vantagens indevidas no âmbito da Petrobras, a exemplo de Márcio
Farias, nunca teve conhecimento de qualquer imóvel relacionado a essas
tratativas. Ambos confirmaram que todos os contratos eram feitos dentro
da margem estabelecida pela petrolífera e que nenhum sistema de
controle interno ou externo da companhia detectou as supostas
operações ilegais.
 
 Não há como sustentar a denúncia, seja ao atribuir ao Instituto Lula
o imóvel da Rua Haberbeck Brandão ou ao pretender associar o bem a
recursos ilícitos.

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